sábado, 12 de setembro de 2015

Laceração x Episiotomia

E por esse e outros motivos que grito para o mundo inteiro ouvir que: É possível ter períneo íntegro, tendo consciência da musculatura do períneo e fazendo a massagem perineal.
Todas as mulheres devem saber que não precisam de "corte na vagina".
Tenho muito, muito orgulho dos períneos íntegros!!! E as gestantes tbm.. Não é mamães?!
------------------------------
E assim nasceu Liz depois de um trabalho de parto longo e difícil...
24h total de trabalho de parto
10h de fase ativa
3h de período expulsivo
E ela conseguiu, com muito orgulho, sem analgesia!!! Com períneo íntegro!!!!
Parabéns papais!!!!!!
‪#‎gestavida‬ ‪#‎exercicioparagestante‬ ‪#‎partonormal‬ ‪#‎thaisramos‬ ‪#‎perineointegroparatodas‬

Texto: Vila Mamifera

O parto normal no Brasil não é nada normal. Cheio de intervenções e procedimentos que são uma verdadeira violência contra as mulheres. Este tipo de parto deixa marcas, não só no períneo, mas principalmente na psique feminina, perpetuando o terrível imaginário sobre a prática do parto “normal”.
A verdade é que existem poucos médicos que verdadeiramente sabem deixar a mulher se conduzir a um parto natural, sem as intervenções e a terrível prática da episiotomia.
Segundo a médica Ginecologista, Obstetra e Parteira, Melânia Amorim, a episiotomia consiste numa incisão do períneo (parte de pele, músculos etc. entre a vagina e o ânus) para ampliar o canal de parto e sua prática foi historicamente introduzida no século XVIII por uma parteira irlandesa para ajudar o desprendimento do bebê em partos difíceis.” Embora não tenha ganhado popularidade no século XIX, o procedimento tornou-se disseminado no século XX em diversos países, sobretudo nos Estados Unidos da América e países latino-americanos, entre eles o Brasil. Foi nesta época em que a percepção do nascimento como um processo normal requerendo o mínimo de intervenção foi substituído pelo conceito do parto como um processo patológico, requerendo manipulações médicas para prevenir lesões em mãe e bebês”, afirma a médica em seu artigo (clique aqui para ler na íntegra).
Daí por diante a episiotomia se difundiu e obstetras famosos de meados de 1920 sugeriam que a incisão perineal, juntamente com o fórceps fossem utilizados em todos os partos de mulheres que estivessem parindo pela primeira vez (primípiras). O objetivo de tal recomendação visava reduzir a probabilidade de lacerações perineais graves e o risco de trauma fetal.
Sabemos que o dominó de intervenções é o grande vilão das lacerações graves no parto normal. Afinal, uma posição de cócoras aumenta em 30% a abertura do canal vaginal; não fazer força na hora do expulsivo (ato impossível quando a mulher está anestesiada) e a massagem do períneo ajudam a reduzir o risco das lesões mais graves.
Melânia diz que alguns autores mencionam que a prática da episiotomia aumentou consideravelmente a partir da década de 1950 porque muitos médicos acreditavam que sua realização reduzia significativamente o período expulsivo, o que lhes permitia atender rapidamente a grande demanda de partos hospitalares.
A laceração é um rompimento orgânico dos músculos perineais para permitir a passagem do bebê. Por respeitar o desenho natural do tecido a recuperação do mesmo é muito mais rápida e os traumas infinitamente menores se comparados com uma episiotomia.
A adoção de posições que facilitem a abertura vaginal, a ausência de manobras e procedimentos médicos ajudam a reduzir o risco de lacerações que acontecem em primeiro grau (envolve a fúrcula, a pele perineal e a membrana mucosa vaginal), segundo grau (envolve a fáscia e o músculo do corpo perineal), terceiro e quarto graus, ( que envolve o esfíncter anal e a mucosa retal, respectivamente) estas últimas bem mais raras em partos naturais.
Em minhas conversas neste mundo mamífero vejo relatos de mulheres que disseram que suas episios demoraram bem mais para cicatrizar (comparado com as mulheres que tiveram laceração) e as dores durante as relações sexuais continuaram, mesmo tendo passado mais de 3 meses.
Se mesmo uma laceração de grau mais elevado é melhor que uma episiotomia, porque os obstetras continuam usando como rotina?
Bem, a resposta imediata que me vem é que é muito mais fácil costurar a linha reta da episio do que as curvas de uma laceração. Outro ponto que em um evento sobre períneo íntegro, em um dos Hospitais com as maiores taxas de cesárea e práticas médicas ultrapassada, é que uma mudança de comportamento leva anos para ser disseminada no meio médico.
A discussão, na verdade, ganha uma esfera mais ampla. No país com uma das maiores taxas de cesariana do mundo , conseguir um parto normal é uma raridade e pode ser muito traumático, nos moldes intervencionistas. Eu não vejo outro caminho senão lutar por um parto natural humanizado, negando a episiotomia, os velhos conhecimentos médicos e buscando um caminho natural.
Mulheres que fazem a massagem perineal têm grande redução no risco de lacerações. A técnica é usada para ajudar no alongamento/flexibilidade e preparar a pele do períneo para o parto. Essa massagem não vai apenas preparar o tecido do seu corpo, mas vai também é um uma fonte de conhecimento sobre as sensações do parto e como controlar esses poderosos músculos. Durante o expulsivo, o períneo deve se manter relaxado.

    • Encontre um lugar onde se possa sentar e estar sozinha, ou com seu parceiro, ininterruptamente.
    • Tente ver seu períneo com ajuda de um espelho, note como ele é. Nem sempre será necessário um espelho para essa tarefa!
    • Pode usar compressas com toalhas mornas no períneo por 10 minutos, ou tomar um banho morno (de banheira, assento, ou chuveiro, em último caso), caso precise relaxar.
    • Lave as suas mãos e peça ao seu companheiro para fazê-lo também, caso ele a ajude nas massagens.
    • Lubrifique seus dedos polegares e o períneo. Você pode usar muitos tipos de lubrificantes: Gel Lubrificante Íntimo (encontrado nos hipermercados e farmácias), KY Gel®, óleo de vitamina E, óleo vegetal puro (óleo de semente de uva é uma boa indicação!), etc. Para quem tem candidíase recomendo óleo de coco com uma gota de melaleuca TeaThree.
    • Coloque seus dedos polegares um pouco dentro de sua vagina, empurre-os para baixo e pressione para os lados. Deve sentir um leve estiramento, formigamento, ou uma leve queimação, mas nada que seja dolorido. Mantenha esse movimento por 2 minutos ou até que região fique levemente adormecida.
    • Se sofreu uma episiotomia ou lacerações prévias, preste especial atenção ao tecido de cicatrização que, geralmente, não é tão elástico e é onde a massagem deve ser feita mais intensamente, com cuidado.
    • Massageie em volta e por dentro da região mais externa da vagina e seus tecidos, onde ela se abre, e mantenha sempre a lubrificação.
 Use seus polegares para puxar um pouco os tecidos, forçando-os a abrirem-se, imagine como seria se a cabeça do seu bebé estivesse
  • fazendo esse movimento na hora do parto.
 Se seu parceiro estiver fazendo a massagem, pode ser muito útil que ele use os polegares. A sensação pode ser mais bem percebida por você, mas não deixe de guiá-lo com suas sensações para que ele saiba qual a pressão que deve utilizar. Nesta massagem, quando ela está sendo feita pelas primeiras vezes, é comum que seja possível usar somente um dedo, até que a musculatura seja trabalhada e possa ser estendida.

Cuidados:
1. Evite mexer no ou abrir o orifício da uretra (logo acima da vagina) para evitar infecções urinárias.
2. Não faça massagens no períneo se você tiver lesões ativas de herpes (isso pode causar o aumento da área das lesões).
3. Pode começar essas massagens em torno da 34a semana de gravidez. Se já passou da 34a semana e ainda não começou, não desista! A massagem pode trazer-lhe benefícios ainda assim. Pode fazê-la pelo menos uma vez por dia.
4. Lembre-se que a massagem sozinha não vai proteger seu períneo, mas ela é parte de um grande esquema. Escolher uma posição vertical para parir (de cócoras, de joelhos, sentada etc.) favorece a distribuição de pressão no períneo. Se escolher parir deitada de lado, isso também reduz muito a pressão no períneo. Deitada de costas, totalmente na horizontal, é a posição para parir em que há mais chances de se provocar lacerações e necessidade de episiotomia.
Você passou por uma episio? Como foi a experiência? Teve laceração no parto? De qual grau e a que atribui? Teve um parto sem laceração? O que garantiu o sucesso. Sua experiência pode ajudar outras mulheres a optarem por um parto natural.

Contando os dias para o bebê chegar...



O último mês é um mês de grande ansiedade para os papais e para as famílias que esperam ansiosamente por esse bebê.


Vocês esperaram 8 meses tranquilas para a chegada do bebê, mas quando faltam 4 semanas, vocês ficam com a ansiedade nas alturas.





Vamos tentar ficar mais tranquila?!

Vou dar algumas dicas do que fazer:

1- Hoje em dia a maioria das mulheres trabalham fora.
Tire essas últimas semanas para descansar do trabalho. Tire um tempo para você e seu bebê.
Quanto tempo você tira por dia para conversar com seu bebê? Para senti-lo mexer, junto com seu marido?

2- Curta a barriga. Tire fotos desses últimos dias... A maioria das gestantes sentem falta da barriga no pós parto.

3- Faça atividades que vocês não conseguirão fazer logo quando o bebê nascer.
- Ir ao cinema;
- Comer num restaurante que goste;
- Gosta de sair a noite? Faça as últimas saídas;
- Gosta da casa cheia de amigos? Chame todos para um churrasco.

4- Tem filhos mais velhos? Brinque muito, converse, e mostre o quanto ele é um importante e que ele não perderá seu posto.

5- Faça uma noite romântica com seu marido, curta esse momento a dois, compartilhe seus medos sobre a maternidade e sobre a vida a dois.

E relaxe, quanto menos ansiosa você ficar, mais rápido seu bebê chegará.

#gestavida #exercicioparagestante #fisiodoula #thaisramos #partonormal #partohumanizado #birth #birthwithoutfear #pilatesparagestante

segunda-feira, 10 de agosto de 2015

Curso com Janete Balaskas: PARTO ATIVO

Bom dia,

 Janet Balaskas é reconhecida mundialmente como pioneira do parto natural, e ativista internacional sobre parto. Entusiasta e dedicada professora e autora, já trabalhou em muitos países.
Sua voz vem influenciando mudanças nas práticas das maternidades no Reino Unido e em muitas outras partes do mundo.


Atualmente, tem se dedicado a introduzir o conceito e prática do Parto Ativo no Brasil. Esta é uma parte de seu mais novo projeto, trabalhar em parceria com profissionais de muitos países para disseminar e aumentar a Sabedoria em Parto Ativo.



Janet Balaskas é autora de vários livros. Um dos mais importantes e revolucionários é seu livro ‘Parto Ativo’, publicado pela primeira vez no Reino Unido em 1981, e no Brasil em 1989. A versão brasileira da obra foi traduzida pelo médico Adailton Meira, de São Paulo. O livro ‘Parto Ativo’ já foi traduzido para muitos idiomas, e vem trazendo alegria e satisfação com o parto natural para milhares de mulheres em todo o mundo.



 Por isso, não responderei a mensagens, ligações, WhatsApp, e-mail, etc. 

Boa Semana a todos.

Beijos Thais Ramos

domingo, 9 de agosto de 2015

Feliz Dia dos Pais!!!!

Este é o dia de parabenizar a pessoa que nos enche de orgulho todos os dias.
Ele esperou os mesmos 9 meses por você.
Parabéns a todos os pais por esse dia especial.

domingo, 2 de agosto de 2015

A dor do Parto


Por: Ana Cristina Duarte

"A dor do parto se assemelha à dor de dar à luz e a nenhuma outra. "

"Ela pode ser insuportável para umas e perfeitamente manejável para outras."

"Não tem como saber antes de experimentar a sensação."
Foto: Jana Brasil - Vitória - ES

"As contrações começam fracas e curtas, com a sensação de uma cólica em geral leve, que começa fraca, tem um pico mais forte e fica fraca novamente, até desaparecer. isso dura por volta de 30 segundos no início. Elas vão ficando mais fortes, mais longas e mais frequentes à medida que o parto evolui. O máximo a que elas chegarão será numa frequência de uma a cada três ou quatro minutos. Vão durar até 60 a 90 segundos. e nos intervalos você poderá respirar, descansar e até dormir."

"As dores que em geral conhecemos são as dores negativas de algo que não está certo, um dente inflamado, um ligamento distendido, uma queimadura. A dor do parto é diferente de todas as outras porque ela vai te trazer um bebê, seu filho. A sensação dessa dor é portanto positiva, a não ser que chegue a níveis muito fortes da metade para o fim."

"Embora em geral estejamos acostumados a ligar o termo “dor” com “sofrimento”, a verdade é que nem toda dor é sofrida. Quando fazemos um exercício mais puxado e no dia seguinte sentimos dores musculares do esforço, não tomamos medicamentos nem nos sentimos sofredoras, pelo contrário, enchemo-nos de orgulho. A dor do parto também pode ser vivenciada da mesma forma."

" A parte mais intensa é a da dilatação. Quando o bebê começa a descer pelo canal de parto, a tal “passagem”, em geral a dor é substituída por uma incrível sensação de pressão e uma vontade incontrolável de fazer força. Para a maioria das mulheres, o nascimento em si, a passagem do bebê, é bem mais fácil de lidar do que a fase da dilatação em si."

"As sensações naturais do parto provocam a produção de uma incrível cascata de “hormônios do bem”, que afetam igualmente a mãe e o bebê. Não deixe de conhecer essa sensação e de testar os seus limites. Experimente, conheça seus recursos e acima de tudo, escolha uma boa equipe para te auxiliar nesse processo."

Vamos desmistificar a dor?! Conte como foi a dor para você que já passou pelo parto normal.

#gestavida
#partohumanizado #fisiodoula #exercicioparagestante #thaisramos #birthwithoutfear #birth
— com Amanda Vieira, Stela Quintaes e Janaina Oliveira JanaBrasil em Vitoria Apart Hospital.

segunda-feira, 27 de julho de 2015

Lua de leite: o que, por que e como

 Texto retirado do blog: https://amaequequeroser.wordpress.com/2014/07/02/lua-de-leite/

“Uma linda lua de leite para vocês”. Via de regra, esse é o meu desejo a toda mãe recém-parida. Mas acho que poucos entendem o que estou desejando (né?). Então, aproveitando o embalo de um post que estou escrevendo sobre o puerpério, resolvi falar um pouco sobre essa ideia e “vender o peixe” da lua de leite.

A função da lua de leite é simples: fortalecer o vínculo e minimizar o estresse. Da mesma forma que a lua de mel servia (serve ainda?) um propósito de iniciar o casal na vida a dois, afastando os dois das tarefas do dia-a-dia para que entrassem em sintonia um com o outro, a lua de leite cria um espaço para o casal (e eventualmente os irmãos mais velhos) se vincular(em) e ganhar(em) intimidade com o novo ser que chegou para compor a família. Para não me estender muito (mais do que o necessário), vou tentar ser didática, para que ninguém fique achando que lua de leite é sinônimo de levar o pequerrucho para Aruba ou Paris!

O que é, exatamente, uma lua de leite?
 
Trata-se de um período para viver intensamente a vinculação com o bebê, minimizando as atividades mundanas (sair, cozinhar, limpar a casa, socializar) e o contato com o mundo e o tempo “real”. A lua de leite envolve muito contato pele a pele entre o bebê e a mãe (e o pai), pouca atividade física e mental, e, claro, bastante leite materno, pois marca o início dessa relação que é amamentar. Como numa lua de mel, também convém esquecer o relógio e as rotinas para viver integralmente no presente.

Quanto tempo leva a lua de leite?
 
Não tem regra. Vai da necessidade e do perfil de cada família. Entre duas e quatro semanas me parece um bom ponto de partida.

Qual o sentido da lua de leite?

Ao diminuir as atividades supérfluas – isto é, tudo aquilo que não envolve atender às necessidades fisiológicas e emocionais do binômio mãe-bebê – a família vivencia esse início da relação com o filho de forma plena. A lua de leite libera a mulher da necessidade de entreter os outros, fazer comida ou arrumar a casa; no lugar disso, há repouso (na medida do possível), silêncio (idem), mergulho interior, contato verdadeiro. Essa intensidade também facilita o início do aleitamento: o contato pele a pele promove a liberação de ocitocina (hormônio do vínculo e da ejeção do leite), o peito em livre demanda (sem olhar a hora) aumenta a produção de leite, bem como a confiança e a habilidade da mãe, e o contato social reduzido diminui a chance de se expor a comentários que podem minar o processo delicado de amamentar. Como a lua de leite envolve se desligar um pouco do mundo externo, as pressões sociais são aliviadas, permitindo vivenciar a montanha-russa de emoções do puerpério sem a necessidade de se justificar nem fingir que tá tudo bem.
por que lua de leite_amqqs

Isso significa que não devo receber visitas nem sair nesse período?
 
Não. Claro que não. Mas a ideia é sim reduzir as visitas e as saídas para diminuir as cobranças sociais. Para a visita, uma boa regra é: a pessoa em questão pode te ver descabelada, na cama, pelada da cintura para cima ou de roupão? Existe intimidade e boa vontade na relação, de forma que você pode ficar tranquila se, por acaso, der uma descompensada básica (leia-se: se você for grossa ou histérica, ou se simplesmente resolver expulsar todo mundo dali)? Se a resposta for “sim” então a visita não atrapalhará. Quanto a sair, se der vontade e não for uma obrigação, ou se for necessário por motivos de saúde, não vejo por que não.

Preciso me preparar ativamente para a lua de leite?
 
Sim. Salvo exceções, a sociedade hoje não está preparada para acolher as mães nesse período. Dois exemplos  claros são a prática de separar o bebê na maternidade, levando-o para o berçário, e a expectativa cultural de receber visitas imediatamente após o nascimento. Ou seja, se você e o seu companheiro não forem pró-ativos, seu puerpério seguirá o padrão da nossa sociedade: bebê separado de vocês na maternidade, colocado em berços, bebês confortos e embalados em cueiros e mantas (ao invés de em contato pele a pele) nos primeiros dias e semanas, rotinas de cuidados e mamadas com horários fixos, visitas cheias de para entreter, pitacos de parentes e amigos, tempo de conexão mãe-bebê diminuído devido à obrigação de realizar tarefas domésticas etc.
Como me preparo para a lua de leite?

Antes do nascimento:
  • deixe refeições congeladas ou organize-se para que você não tenha que pensar em preparar ou comprar comida;
  • mande um e-mail para  amigos e parentes explicando o desejo de ficar a sós com o bebê no período de x dias após o nascimento, explicando os motivos, se quiser (inspire-se no modelo abaixo);
  • combine com a equipe médica (incluindo o pediatra!) que você faz questão do contato pele a pele e da amamentação na primeira hora de vida (se precisar de respaldo, lhes envie este link);
  • crie ou fortaleça sua rede de apoio – isto é, aquelas pessoas próximas, que respeitam o seu desejo e entendem a delicadeza do pós-parto, com quem você poderá contar para ir ao mercado, passar na farmácia, limpar sua casa, e que também estejam dispostas a ouvir sem julgar, dar um ombro para você chorar e fazer carinho quando mais precisa.
lua de leite_cartinha_amqqs
Na maternidade:
  • fique em contato pele a pele com o bebê assim que ele nascer (antes de medir, pesar etc.);
  • permita que ele inicie a amamentação no tempo dele, antes de ser tirado do seu colo;
  • atrase o primeiro banho (acredite: o cheiro de um recém-nascido é algo que só pode ser comparado ao néctar dos deuses);
  • faça alojamento conjunto (i.e. evite o berçário);
  • deixe o seu companheiro/ acompanhante com a tarefa de ser o guardião da lua de leite – isto é, de proteger você e o bebê de serem separados, de evitar os protocolos do hospital que interferem na amamentação (complemento e bicos artificiais, por exemplo), de “barrar” visitas que não vão agregar.
Em casa:
  • fique peladona da cintura pra cima, com o bebê só de fralda ou pelado;
  • cheire a cria (lamber também vale!);
  • de novo, deixe o maridão ou outra pessoa da rede de apoio responsável por todo que envolve o mundo externo: telefonemas, tarefas domésticas, compras etc.
  • permita-se sentir, deixe as emoções fluirem;
  • tenha em mãos o telefone de uma doula pós-parto ou consultora de amamentação ou banco de leite, caso o bicho pegue;
  • confie… É punk, é enlouquecedor às vezes, mas é assim mesmo. Você sobreviverá.
7 leis da lua de leite_amqqs
Espero que este post contribua para que você pense com carinho na possibilidade de viver uma lua de leite, para um início de maternidade suave (na medida do possível!), integral e com bastante leitinho e cheiro de bebê.